sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

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Feliz aquela que efabulou o romance
Depois de o ter vivido
A que lavrou a terra e construiu a casa
Mas fiel ao canto estridente das sereias
Amou a errância o caçador e a caçada
E sob o fulgor da noite constelada
À beira da tenda partilhou o vinho e a vida

(Sophie de Mello Breyner Anderson, em O Búzio de Cós e outros poemas)

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