
Há muita gente que tece duras críticas às chamadas companhias low-cost. na maior parte das vezes dizem que não é justo não poderem ter refeições a bordo, desancam a política de devolução de bilhetes, questionam a segurança dos aviões... Afinal falam mal de tudo menos do preço, que esse já lhes parece "inacreditável", tanto que até desconfiam e questionam a veracidade dos valores que vêem anunciados. Pois a mim não me causa qualquer confusão recorrer aos serviços dessas companhias. Já usei, gostei e estou mortinho por uma folguinha para poder usar novamente. Talvez Amsterdão ou Bruxelas da próxima vez...
Acho até que a pergunta e as críticas deiam ir em sentido inverso: porquê ir a correr para uma companhia de bandeira se são duas, três, quatro, às vezes dez e mais vezes mais caras para um trajecto que leva o mesmo tempo a percorrer. Até os modelos de avião são quase sempre os mesmos e os aeroportos igualmente. Dizem-me que estas companhias têm uma estrutura maior, têm lojas e guichets de atendimento ao público, que não é obrigatório ir à internet comprar o bilhete e que até nos dão de comer a bordo.
Pois...
mas eu comprei o bilhete pela net, tenho o mesmo e-ticket que nas mais baratas e não usei nada dessa chamada "estrutura". Se calhar aquele prato de carne co legumes enlatado e aquele café de água suja com bolo de ontem valem a discrepância de preço pela qualidade e possibilidade... Bem, eu para viajar para Londres dispenso bem o lanchinho, duas horas passam num instante, ainda mais depressa se bater uma sorna.
-"Ah, mas essas companhias não devem ter tanto cuidado com a manutenção dos aviões..."
Não devem ou não têm? Alguma vez caiu algum? Não são sujeitos às mesmas fiscalizações? O que eu sei, de facto é que a British Airways e a Air France, só para atirar às mais carotas, andavam aí a voar com uns chassos de 40 anos e ninguém veio dizer que era um perigo. Até ao dia em que de uma assentada o bom e o seguro ficou espalhado pela pista em mil bocadinhos carbonizados...
Os ingleses usam outra expressão para falar das low-cost: no thrills airlines. Numa tradução muito liberal: companhias sem mariquices. Os aviadores de antanho eram duros e corajosos; de fornicoques e não me toques não fala a história da aviação!

1 comentário:
Bom post!
Acompanhem os desenvolvimentos do mercado low cost em:
http://baixocusto.blogspot.com
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