Os guias de viagens têm tudo ou quase tudo o que é preciso ver numa cidade, país ou região e apesar da sua útil utilidade que lhe temos que reconhecer, não dizem o essencial... E o essencial é o que se sente!O British Museum foi exactamente assim, referenciado como fundamental de entre os fundamentais museus londrinos, descrito de fio a pavio, inclusive com mapas do interior, indicações das peças mais importantes...mas nada nos prepara para a emoção que é visitar aquele espaço único!
Como definir a sensação de entrar num espaço fisicamente limitado, mas no qual está espelhada a história da Humanidade? E a sensação de estar junto à Pedra de Rosetta, com um decreto de 196 A.C. emitido pelo Ptolomeu V e resgatado pelas tropas napoleónicas? E a emoção de estar próxima do Homem de Lindow com 2000 anos? E a sensação de entrar numa sala e ver um templo de uma civilização que se extinguiu há centenas de anos, intacto, ali à nossa frente como se o tempo não tivesse passado jamais?
“Como definir?” talvez seja mesmo uma pergunta sem resposta, talvez isso explique a opção dos guias de viagens... pois afinal de contas, como definir?

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